Tá, esse aqui é existencial (novela mexicana), mas é apenas um protótipo de um protótipo. Não corrigi nem nada ainda... mas gríticas e çugestõeins serão beinvinmdas!
http://www.4shared.com/document/AwwIHW3d/Sem_ttulo_ainda.html
Mais uma vez, péssima leitura a todos!
domingo, 30 de maio de 2010
Meu livro... baixa lá! ^~
Tá, chega de ficar chorando e falando de coisas existenciais. Coloquei o primeiro capítulo de meu livro no 4shared pra baixar... quem sentir curiosidade pra saber como é, o link é esse aqui: http://www.4shared.com/account/document/nHiHFIxJ/A_Saga_dos_Primordialis_O_Home.html
Obisservaçãum: É literatura fantástica, nada existencial. Péssima leitura para vocês... ;D
Obisservaçãum: É literatura fantástica, nada existencial. Péssima leitura para vocês... ;D
segunda-feira, 24 de maio de 2010
Adendo
* Que sejam palavras de esperança, de força e de vontade. São elas que fazem a vida valer a pena.
* As palavras nada mais são do que minha relação com as pessoas, com os sentimentos que compartilho com elas.
* Numa última instância, tratam apenas de um veículo, um meio, e essencialmente uma metáfora, pois expressam uma relação, e não a coisa mesma. A coisa em si é a vida, e tudo aquilo que faz parte dela.
* As palavras nada mais são do que minha relação com as pessoas, com os sentimentos que compartilho com elas.
* Numa última instância, tratam apenas de um veículo, um meio, e essencialmente uma metáfora, pois expressam uma relação, e não a coisa mesma. A coisa em si é a vida, e tudo aquilo que faz parte dela.
INSTAURATIO MAGNA
Algumas palavras ficam cravadas. Não há como separá-las de sua carne. Às vezes você se arrepende por tê-las dito, as vezes se orgulha do brilho que elas têm.
Eu sempre acreditei que tudo na vida é eterno. Eterno porque tudo tem uma história, mesmo que não escrita, nem mesmo oral. Mas uma história de existência, de geração e de corrupção, um "alfa", um "miu" e um "ômega". Por mais breve que algo seja, sem sentido, sem função, sem motivo de existência... ao menos um dia existiu, e sua história segue como um eco pelos cantos do universo.
Não sei bem porque penso assim, talvez porque me conforta, para quando eu me for e meus restos há muito se dissiparem na terra. Porque não acredito em nada metafísico. Acho que por isso sou amargo. Mas não acreditaria apenas para ser feliz. Somente se a razão e a sensibilidade me alertarem para essa possibilidade.
Mas eu falava das palavras, daquelas que de tão intensas, têm sua existência fundida com a nossa. Palavras ditas num momento de tristeza, num juramento de amor, numa hora de ódio e fúria. Palavras de esperança, de conforto, de amaldiçoamento, de perdão, de aconselhamento. Não importa. Nossa vida, nesses últimos milênios, não pode ser desvincilhada dessa coisa chamada linguagem. Somos tão propensos a ela ultimamente. sofremos com ela. É um fardo, na verdade. Com ela fazemos promessas que não cumprimos, cuspimos na cara dos outros, sem o escarro verdadeiro. Torturamos almas mais dolorosamente do que qualquer instrumento torturaria um corpo.
Eu sofro com as palavras, porque minha relação com elas é trágica. Nunca soube tratá-las devidamente. Sempre as usei a meu favor, de modo deliberado, muitas vezes sem convicção. Usei-as como quimeras, como antídoto para momentos de desespero. E depois as abandonei. E mesmo aquela nas quais acredito de verdade, minha atitude diante delas é de fuga, medo.
Estive voltando ao meu passado, ao menos nas palavras que ele me envia as vezes e pensei: de que vale a linguagem, se ela não passa disso para mim? Seria melhor que ficasse calado então. Mas e nossa "natureza" socializante? E nossa propensão ao outro? A amizade, o amor? Como ficam se eu realmente me vejo como um eremita? A verdade é que sinto tanta falta disso, e por tanto tempo. Mas uma barreira insiste em se fazer materializada entre mim e o mundo. E com isso, minha vontade é paralisada. Perco os sentidos, perco a força, quero o abismo. Caminho para ele. As vezes eu pulo, outras tenho medo e me afasto. Seja como for, o abismo me consome, a escuridão é total lá dentro, assim como a solidão. As coisas me abandonam, eu as abandono também. Mas as palavras ficam. As promessas, as frases de alegria, a cacofonia do choro.
Não posso amaldiçoar as palavras em minha vida. Elas são tudo o que ainda me ligam a este mundo. São tudo pelo qual ainda tenho coragem de arriscar minha vida. Mas as palavras foram ditas para mim, para outros. Isto me faz de certa forma conectado. As palavras são vetoriais, indicam alguém, alguma coisa. Que posso eu fazer se elas são assim? E se elas não me abandonam, oh dádiva maldita de viver sobre duas patas, as coisas do mundo também não. Mas por quê? Por que tem que ser assim? Mesmo quando estou em queda livre, com a cabeça inclinada para o impacto, elas insistem em me salvar? Pegar em minha mão e me puxar do abismo? Por que as palavras são tão maldosas a ponto de interferir em minha decisão de desistir? De terminar a caminhada antes do fim? Sinceramente eu não sei. Mas elas voltam para mim, sempre voltaram. Elas me avisam das coisas que me são caras, importantes. Elas me fazem ver as perspectivas que eu deletei de minha mente. Elas me levam até meus valores perdidos, esquecidos em algum canto de minha memória catatônica. Eu queria que elas me trouxessem minha vontade novamente. Minha vontade de ser algo além dessa carcaça. Há muito não sei o que é isso.
Nas palavras, a minha salvação.
Eu sempre acreditei que tudo na vida é eterno. Eterno porque tudo tem uma história, mesmo que não escrita, nem mesmo oral. Mas uma história de existência, de geração e de corrupção, um "alfa", um "miu" e um "ômega". Por mais breve que algo seja, sem sentido, sem função, sem motivo de existência... ao menos um dia existiu, e sua história segue como um eco pelos cantos do universo.
Não sei bem porque penso assim, talvez porque me conforta, para quando eu me for e meus restos há muito se dissiparem na terra. Porque não acredito em nada metafísico. Acho que por isso sou amargo. Mas não acreditaria apenas para ser feliz. Somente se a razão e a sensibilidade me alertarem para essa possibilidade.
Mas eu falava das palavras, daquelas que de tão intensas, têm sua existência fundida com a nossa. Palavras ditas num momento de tristeza, num juramento de amor, numa hora de ódio e fúria. Palavras de esperança, de conforto, de amaldiçoamento, de perdão, de aconselhamento. Não importa. Nossa vida, nesses últimos milênios, não pode ser desvincilhada dessa coisa chamada linguagem. Somos tão propensos a ela ultimamente. sofremos com ela. É um fardo, na verdade. Com ela fazemos promessas que não cumprimos, cuspimos na cara dos outros, sem o escarro verdadeiro. Torturamos almas mais dolorosamente do que qualquer instrumento torturaria um corpo.
Eu sofro com as palavras, porque minha relação com elas é trágica. Nunca soube tratá-las devidamente. Sempre as usei a meu favor, de modo deliberado, muitas vezes sem convicção. Usei-as como quimeras, como antídoto para momentos de desespero. E depois as abandonei. E mesmo aquela nas quais acredito de verdade, minha atitude diante delas é de fuga, medo.
Estive voltando ao meu passado, ao menos nas palavras que ele me envia as vezes e pensei: de que vale a linguagem, se ela não passa disso para mim? Seria melhor que ficasse calado então. Mas e nossa "natureza" socializante? E nossa propensão ao outro? A amizade, o amor? Como ficam se eu realmente me vejo como um eremita? A verdade é que sinto tanta falta disso, e por tanto tempo. Mas uma barreira insiste em se fazer materializada entre mim e o mundo. E com isso, minha vontade é paralisada. Perco os sentidos, perco a força, quero o abismo. Caminho para ele. As vezes eu pulo, outras tenho medo e me afasto. Seja como for, o abismo me consome, a escuridão é total lá dentro, assim como a solidão. As coisas me abandonam, eu as abandono também. Mas as palavras ficam. As promessas, as frases de alegria, a cacofonia do choro.
Não posso amaldiçoar as palavras em minha vida. Elas são tudo o que ainda me ligam a este mundo. São tudo pelo qual ainda tenho coragem de arriscar minha vida. Mas as palavras foram ditas para mim, para outros. Isto me faz de certa forma conectado. As palavras são vetoriais, indicam alguém, alguma coisa. Que posso eu fazer se elas são assim? E se elas não me abandonam, oh dádiva maldita de viver sobre duas patas, as coisas do mundo também não. Mas por quê? Por que tem que ser assim? Mesmo quando estou em queda livre, com a cabeça inclinada para o impacto, elas insistem em me salvar? Pegar em minha mão e me puxar do abismo? Por que as palavras são tão maldosas a ponto de interferir em minha decisão de desistir? De terminar a caminhada antes do fim? Sinceramente eu não sei. Mas elas voltam para mim, sempre voltaram. Elas me avisam das coisas que me são caras, importantes. Elas me fazem ver as perspectivas que eu deletei de minha mente. Elas me levam até meus valores perdidos, esquecidos em algum canto de minha memória catatônica. Eu queria que elas me trouxessem minha vontade novamente. Minha vontade de ser algo além dessa carcaça. Há muito não sei o que é isso.
Nas palavras, a minha salvação.
terça-feira, 4 de maio de 2010
Uma noite silente denuncia mais do que eu preciso saber. O medo de olhar as verdades que deixo para trás me paralisa. Não sei bem ao certo como proceder. Sinto-me sozinho, incapaz, e olhando um pouco para a frente, derrotado também. Baixo os olhos. É assim que tem sido nos últimos dias. Olhos mirando o chão. Nada de orgulho, nada de coragem, nada de novo. Somente o mesmo. Apenas uma vontade não volta mais: a de perecer, de dar cabo a minha existência.
Miro minha meta... ela está tão longe quanto possa estar as estrelas de nós, humanos.
Eu amo vocês, minhas três coisas queridas e amadas da minha vida. E fico pensando numa quarta coisa, e no quanto me separei dela. Quero voltar, mas ainda não é a hora.
Por isso choro. E minha garganta dói de conter os gritos de solidão e desespero.
Miro minha meta... ela está tão longe quanto possa estar as estrelas de nós, humanos.
Eu amo vocês, minhas três coisas queridas e amadas da minha vida. E fico pensando numa quarta coisa, e no quanto me separei dela. Quero voltar, mas ainda não é a hora.
Por isso choro. E minha garganta dói de conter os gritos de solidão e desespero.
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