Meu Deus! O tempo passa tão corrido que não percebo as transformações que acontecem ao meu redor, na cidade, nas pessoas, em mim mesmo... Agora paro para pensar, depois de dois anos tentando montar um quebra-cabeças meio estranho de algo que aconteceu comigo num passado não muito distante, em como andam as coisas comigo depois do referido acontecido (qual acontecido? diga!! enfim, como ia dizendo...) e percebo uma coisa bem curiosa que aos poucos vai se estabelecendo entre mim e o mundo de fora: constato a existência de laços, raízes!!! Mas que tem isso de importante? Não é o que estamos atrapalhadamente a tentar todos os dias de nossas vidas? A criar laços? Desatá-los? Por vezes procurá-los? Sim, certamente que sim. Mas meu caso é curioso, porque desde que fui para Marília, não vejo isto acontecendo comigo de forma mais concreta.
Como percebo laços em minha vida? Simples: quando memorizo números! E devo dizer que isto já é uma tarefa árdua para mim, que tenho uma péssima memória. Percebo a cada dia que passa que aos poucos vou me acostumando com os números que me cercam: telefones, endereços, direções, pagamentos... uma rotina vai se criando em torno de mim novamente, e parece que desta vez eu estou me abrindo para ela. Sem cair nas reflexões dos reveses de se viver numa rotina, creio que isto é um acontecimento que merece minha atenção. Geralmente temos mais capacidade de memorizar coisas quando temos uma afinidade com aquilo que é nosso objeto de memorização. Do contrário, a tarefa é das mais árduas. Mas hoje parece não ser tanto! Por isso meu espanto! Se me abro, o que isto significa? Se consinto que possa haver uma relação mais intensa entre o "eu" e o "outro", o "fora", isto não é de modo algum sem importância. Tenho que me perguntar: por quê? Por que neste momento da vida? Isto reflete uma transição? Mas esses dois anos para mim não foram já uma transição? Talvez a solidificação daquilo que nesse ínterim foi alvo de minhas reflexões. Talvez as lágrimas e as dores, e a depressão, não tenham afinal de contas sido em vão! Melhor para mim, que assim paro de lamentar a passividade de uma vida inteira, e começo a dar passos mais seguros rumo ao desconhecido futuro! Enfim, quero ver quão fortes serão estes laços, estas raízes... Quero ver a intensidade dessa vontade de me abrir novamente para o mundo... mas sou objeto de mim mesmo, e não estou devidamente afastado de mim para uma análise mais fria. Por enquanto, vivo... análises nesse patamare são sempre rodeadas de intensos sentimentos. Deixo que eles se apoderem de mim... depois eu volto a ser quem sou - ou não!!! Quem vai saber, não é verdade?
Mas este "post" está um tanto pessoal para que continue... é preciso parar por aqui...
Como percebo laços em minha vida? Simples: quando memorizo números! E devo dizer que isto já é uma tarefa árdua para mim, que tenho uma péssima memória. Percebo a cada dia que passa que aos poucos vou me acostumando com os números que me cercam: telefones, endereços, direções, pagamentos... uma rotina vai se criando em torno de mim novamente, e parece que desta vez eu estou me abrindo para ela. Sem cair nas reflexões dos reveses de se viver numa rotina, creio que isto é um acontecimento que merece minha atenção. Geralmente temos mais capacidade de memorizar coisas quando temos uma afinidade com aquilo que é nosso objeto de memorização. Do contrário, a tarefa é das mais árduas. Mas hoje parece não ser tanto! Por isso meu espanto! Se me abro, o que isto significa? Se consinto que possa haver uma relação mais intensa entre o "eu" e o "outro", o "fora", isto não é de modo algum sem importância. Tenho que me perguntar: por quê? Por que neste momento da vida? Isto reflete uma transição? Mas esses dois anos para mim não foram já uma transição? Talvez a solidificação daquilo que nesse ínterim foi alvo de minhas reflexões. Talvez as lágrimas e as dores, e a depressão, não tenham afinal de contas sido em vão! Melhor para mim, que assim paro de lamentar a passividade de uma vida inteira, e começo a dar passos mais seguros rumo ao desconhecido futuro! Enfim, quero ver quão fortes serão estes laços, estas raízes... Quero ver a intensidade dessa vontade de me abrir novamente para o mundo... mas sou objeto de mim mesmo, e não estou devidamente afastado de mim para uma análise mais fria. Por enquanto, vivo... análises nesse patamare são sempre rodeadas de intensos sentimentos. Deixo que eles se apoderem de mim... depois eu volto a ser quem sou - ou não!!! Quem vai saber, não é verdade?
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