Todas as despedidas de minha vida foram, necessariamente, banhadas com chuva. Estranho acaso, que ironicamente reflete no exterior o que interiormente sinto. Se de um lado o compasso calmo das gotas que caem na calçada são uma imagem das lágrimas que não derramo no momento, assim também o cinza que cobre o céu é o reflexo de minha prisão interna, de meu monastério, do enclaustro que cultivo a mim mesmo, da prisão que me agrilhoa a mercê de minha vontade, de meu afastamento temporário do mundo.
Assim aconteceu várias vezes. Condicionei-me tanto a isso, que quando surge um evento, já espero pelo outro. É quase uma relação de causa e efeito.
Talvez esta estranha coincidência não tenha valor algum para além da minha própria visão sobre ele. Mas, particularmente por isso, por ser tão pessoal, tenha um significado maior para mim.
Não sou de acreditar em destino. Mas os acasos estranhos que acontecem em nossas vidas geralmente dão um tom mais colorido a uma vida quase que sempre coberta pelo monocromatismo.
Viva os acasos felizes!



13 comentários:
Vc tinha que escrever de azul num fundo preto??? ¬¬
Rss...
"Acasos felizes"
Você não é o único.
Lastimo por sua vida vida ser quase sempre coberta por monocratismo, coitado.
Ao contrário, meu amigo anônimo! Não sinta pena de mim. Meus acasos felizes fazem dessa vida monocromática realmente valer a pena. Só por isso já sou grato a eles.
Sarah puxa-saco! hahaha
Esse seu nome e sobrenome é de verdade?
Sarah ficou com dó?!
Anônimo? E vc com este nome e sobrenome falso.
Faça me rir garota hahaha
Garota, cada um usa o que quiser e se expõe como quiser.
E deixe de ser tão moralista.
Bjo.
Realmente estava chovendo no dia em que vc partiu "para sempre"... Acho que a chuva ajuda a lavar a alma... ou faz a gente chorar mais... rs, não sei... Mas aquelas gotas se misturam as lágrimas da dor da partida, e hora a gente já não sabe mais se são lágrimas ou gotas de chuva... A chuva passa, as lágrimas secam, mas a sensação não é esquecida, ela fica...
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